Radiohead Clássicos Escondidos - “Separator”
Separator
Álbum: The King Of Limbs
A dor de uma perda pode ser insuperável para algumas pessoas e irreparável em todas as suas proporções. Não apenas perder alguém querido, mas também como acordar de um conto mágico, onde você gostaria de vive-lo eternamente, um desejo quase obsessivo que nunca acabe. Viver um sonho bom é uma das mais belas sensações humanas.
Quando lançou em Fevereiro de 2011 o seu oitavo disco, uma das questões mais discutidas pelos fãs, foi o intrigante fato da última canção do curto trabalho se chamar “Separator”. Em várias partes da rede discutia-se, que isso refletia uma pequena ironia para um segundo disco (parte 2) que seria lançado brevemente. A verdade é que isso jamais se concretizou pelo simples fato de que “Separator” reflete a poesia da perda, a poesia de desentrelaço entre algo vivido porém perdido ou arrancado de si. Num dado momento, Yorke pede para ser acordado, mas não do sonho e sim da sua própria realidade ou melhor, a realidade do mundo em que vivemos. O sonho vivido pelo poeta foi tão intenso (e podemos dizer que durou oito faixas e se chamou The King Of Limbs) que ele desesperadamente quis voltar à realidade onírica que parece ser mais bem concreta e bela.

Apesar de ser uma faixa de um disco tão recente, Separator é um clássico escondido pelo fato até de ter sido vítima de um momento onde os admiradores da banda queriam entender a razão de um álbum tão curto se a espera foi tão longa e alguns acabaram por esquecer que se tratava muito mais além de uma mensagem subliminar e sim era mais uma canção que mantinha a tradição dos grandes encerramentos da discografia e de uma letra sensível ara algo tão real em nós.
Conduzida por um Phil simétrico, onde Thom destila sua poética numa das mais belas melodias do disco, para no final Jonny e Ed dialogarem entre cordas e efeitos as sensações de incertezas e angústias que remete a canção. Separator é uma canção para dias onde determinadas perdas conversam entre si numa tarde chuvosa ou num final de noite, onde carros e pessoas ao longe parecem pequenos universos prontos a ser desvendados.
Esse foi o último Radiohead Clássicos Escondidos de 2012. Para quem leu, um feliz 2013 a todos!!!!!!!!!!!!!!!!!














