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Radiohead Lado R | Supercollider

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Retomando uma antiga coluna do Radiohead Brasil, no Lado R, vamos toda a semana falar de algum B-side da banda, são tantos e tão vasto é este repertório que daria mais uns 50 discos!!!.

 

Hoje vamos falar da canção que não fez parte do The King Of Limbs, mas bem que deveria, por sua beleza, um vocal apaixonante de Yorke (para  variar) e um som cristalino, que remete a certa nostalgia em pequenas doses de melancolia radioheadiana.

 

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Teclados e Phil Selway atuam de forma harmônica sob a batuta da poesia de Thom Yorke. Como nas grandes melodias da banda, tudo parece que foi suspenso, horizontal em seu andamento cíclico, pequenas andanças por ruas desconhecidas, mares de gente onde nos sentimos objetos invisíveis na contramão de um percurso inabalável. Supercollider é uma canção para se ouvir sozinho, de frente para o mar ou na mais completa paz solitário de um dia apenas… bom e delicado. Quem poderia pedir um melodia mais classuda? a canção termina com um pequeno gosto amargo de inquietação, que só com o tempo vamos compreender o verdadeiro significado. Feche os olhos e deixe Yorke te levar por meandros poéticos sedutoramente indecifráveis.

 

Curiosidades:

 

 

O primeiro título da canção foi “'Solutions'”. Thom Yorke tocou pela primeira vez em 2008, na BBC. No mesmo ano, Supercollider teve sua estreia ao vivo, em Dublin. A última aparição desta música foi na tuor 2012, na Nova Zelândia - Vector Arena.

 

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Ouça este e outros B-sides aí na: Radio R

Radiohead R - Sides | Molasses

R-sides – uma reflexão sempre radiohediana sobre os B-sides do Radiohead.

 

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Hoje eu venho falar de Molasses (Não, não é sobre aquele açúcar viscoso e preto que parece um Biotônico Fontoura não... É sobre o b-side mesmo) que é uma das faixas mais interessantes, na minha humilde opinião.

 

Ela é do disco 2 do Street Spirit (Fade Out) (Olha a época do The Bends aí de novo, gente!) e pode passar despercebida por qualquer um, se não levarmos em consideração a letra macabra e a sonoridade que, pelo menos pra mim, não é nem um pouco “Radiohead”.

 

Mesmo assim, Molasses consegue ser uma das minhas preferidas, tanto porque ela não parece nada com Radiohead, quanto pela letra dela, que poderia ter saído de qualquer manuscrito doentio do Kurt Cobain (E eu nem gosto tanto assim de Nirvana...).

 

Enfim, deixo a brecha aqui pra vocês ouvirem este pedaço da minha época favorita (sempre friso isso).  

 

Shake hands, genocide, molasses”

 

 

 

 

  

 

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Perfil: Thaís Martins, 18 anos, mal saiu das fraldas mas acabou encontrando por acaso no Radiohead um amor que ninguém consegue explicar. Fã assumida.

 

Outras Publicações dessa coluna:

  1. R-sides - Gagging Order
  2. Radiohead R-Sides - True Love Waits
  3. Radiohead R-Sides - Worrywort
  4. Radiohead R-sides | Down Is The New Up

Radiohead R-sides | Down Is The New Up

R-sides – uma reflexão sempre radiohediana sobre os B-sides do Radiohead.

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Que o In Rainbows foi um divisor de águas na carreira do Radiohead (por diversos aspectos) todos nós sabemos. E é claro que os b-sides provenientes dele não seriam muito diferentes: O In Rainbows Disk 2 traz consigo uma avalanche de músicas boas que poderiam muito bem terem sido lançadas no Disk 1.

 

Voltando um pouquinho, mas especificamente em 2003 no Hail To The Thief, a banda já assumia um perfil político fortíssimo, de ir contra o sistema. O In Rainbows, de 2007, já não tinha essa característica tão forte, mas houve uns requícios disso aqui e ali. E é por isso que hoje a pauta é Down Is The New Up, que nada mais é do que um dos fragmentos dessa postura ativista da banda.

 

Down Is The New Up é praticamente um hino contra os modismos e padrões impostos pela sociedade. É um tapa na cara, cru e doloroso na cara da realidade. E se você analisar, a letra serve tão bem pra essa época quanto servia pra 2007. Um hino de protesto escondido numa melodiazinha suave e nada pretenciosa.

 

Mas se foi isso mesmo que eles quiseram dizer, permanece um mistério. Mas isso pouco importa, Down Is The New Up pode bater na minha cara quantas vezes ela quiser.

 

“Your future's bleak
You're so last week”

 

 

 

 

 

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Perfil: Thaís Martins, 18 anos, mal saiu das fraldas mas acabou encontrando por acaso no Radiohead um amor que ninguém consegue explicar. Fã assumida.

Radiohead R-Sides - True Love Waits

R-sides – uma reflexão sempre radiohediana sobre os B-sides do Radiohead.

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Neste dia ensolarado de protestos eu venho falar sobre a música que, talvez, mais emocione nossos frágeis coraçõezinhos de pedra: True Love Waits.

 

Trata-se de uma faixa que nunca foi sequer gravada em estúdio, apenas reproduzida em concertos, e que acabou sendo mixada na compilação I Might Be Wrong: Live Records. E me orgulho em saber que a mesma foi reproduzida pela primeira vez em 95, época em que o The Bends saía do forno (mesmo ano em que eu nasci e respectivamente meu álbum preferido do Radiohead) (Por algum motivo que eu também não faço ideia).

 

E a canção diz sobre o que o título traz a tona, de fato. Sobre a espera do amor verdadeiro e coisa e tal, com todos aqueles jogos de linguagem que só nossos ingleses conseguem fazer. Por mais que soe como uma mera e simples baladinha, True Love Waits é um dos b-sides mais queridos entre os fãs da banda.

E não se esqueçam, queridíssimos:
O verdadeiro amor sempre espera.

 

“Just don't leave

Don't leave”

 

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Perfil: Thaís Martins, 18 anos, mal saiu das fraldas mas acabou encontrando por acaso no Radiohead um amor que ninguém consegue explicar. Fã assumida.

R-sides - Gagging Order

R-sides – uma reflexão sempre radiohediana sobre os B-sides do Radiohead.

 

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Me arrisco a dizer que o Com Lag é um dos EPs mais queridos entre nós, meros mortais fãs de Radiohead. E eu simplesmente não poderia deixar de falar dele aqui. Mais especificamente da faixa Gagging Order, um verdadeiro masterpiece.


Ela dura exatamente 3 minutos e 36 segundos. E ouvi-lá, pelo menos para mim, é submeter-se aos 3 minutos e 36 segundos mais cheios de sentimentos que você pode ter na vida. Dona de uma melodia suave e certamente melancólica, carrega consigo também uma letra completamente devastadora, algo que diz mais ou menos sobre desprendimento material/sentimental, apesar de haver diversas interpretações para tal.

 

Tão incerto que chega a ser completamente digno de Radiohead, claro. E para você que não sabe nem do que eu estou falando, fica a resenha e a deixa: Gagging Order é aquela música perfeita para ouvir nos domingos chuvosos depois de tomar um toco de alguém.

 

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Perfil: Thaís Martins, 18 anos, mal saiu das fraldas mas acabou encontrando por acaso no Radiohead um amor que ninguém consegue explicar. Fã assumida.

Radiohead R-Sides - Worrywort

R-sides – uma reflexão sempre radiohediana sobre os B-sides do Radiohead.

 

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Como é meu primeiro artigo aqui, resolvi dar início falando da minha faixa de b-side favorita: Worrywort.

 

Ela é originalmente do b-side do single Knives Out, da época do glorioso Amnesiac.  Mas por que tanto favoritismo assim? Na verdade não há uma explicação muito concreta e certa, mas há uma série de elementos que podem ser levados em consideração, e que, talvez, levem você a achá-la tão importante quanto eu.

 

Primeiramente, o próprio Amnesiac em sua essência definiu muito o novo perfil que a banda iria apresentar nos próximos discos. Ele foi como uma ponte tanto pro Hail to The Thief, quanto para o In Rainbows. Foi um álbum que amenizou mais as características fundamentais do Radiohead.

 

E os b-sides dessa obra-de-arte não seriam diferentes. Eles, mais ainda, previam o que estava por vir – principalmente - no In Rainbows.

 

Worrywort está muito a frente de seu tempo, 2001, ano em que foi originalmente concebida. E com absoluta certeza, Worrywort não é a única faixa do b-side que merece atenção. Mas é a que melhor mistura os elementos eletrônicos suaves que eles viriam a usar com as letras completamente devastadoras que só o Thom Yorke conseguiria idealizar.

 

 

 “It's such a beautiful day.
Go up to the mic,
Go and get some rest.”

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Perfil: Thaís Martins, 18 anos, mal saiu das fraldas mas acabou encontrando por acaso no Radiohead um amor que ninguém consegue explicar. Fã assumida.