Oito canções cósmicas do Radiohead
Aproveitando a postagem de Thom Yorke no DAS com uma foto da Terra tirada pela sonda Voyager 1. Reunimos oito canções espaciais da discografia da banda. Frequentemente “tachado” de alienígena pela construção onírica e experimental de suas canções, em vários momentos da discografia Thom Yorke parece desejar e/ou estar nas profundezas do espaço.
Claro, há outras grandes canções espaciais da banda, reunimos essa para nosso entorpecimento mútuo. Topa a viagem?.
.Airbag
A canção de abertura de Ok Computer (1997) é até hoje um marco, uma das mais bem construídas canções do seminal disco. O renascimento pessoal após um acidente (também uma referência aos acidentes de carro sofridos por Yorke) possuí um dos mais emblemáticos e fascinantes trechos do Radiohead. “In an interstella burst.... I am back to save the uuuuuniverse.”
.Sail To The Moon ( (Brush the Cobwebs out of the Sky)
Sem dúvida, Sail To The Moon está entre os dedilhados mais geniais de Jonny Greenwood e uma densidade vocal capaz de nos levar ao entorpecimento. A canção do disco Hail To The Thief (2003), foi dedicado ao filho de Yorke e está inserida no universo Orwelliano do trabalho, um pessimismo sutil, revestido em esperança por um mundo melhor, mesmo que longe daqui e de tudo.
.In Limbo
Outra pérola do psicodelismo radiohediano. In Limbo faz parte do seminal Kid A (2000) e traz a vestiginosidade sonora como base da canção. Guitarras e delírios vagam por um ambiente que tende ao desequilíbrio, Thom Yorke: “You're living in a fantasy world This Most Beautiful world”, a sensação de queda num verdadeiro limbo no final da canção é assustadoramente real e hipnotizante.
.Subterranean Homesick Alien
Claro que não poderia faltar essa obra de arte do disco Ok Computer (1997). A canção traz uma intrigante letra de Yorke, sobre alienígenas filmando comportamentos humanos e o levando para seu mundo para uma análise, há ainda o próprio Thom sendo abduzido. A guitarra cósmica de Jonny Greenwood, teclados e atmosfera apontam sem dúvida para uma verdadeira viagem pela espaço rumo ao desconhecido.
.Treefingers
Um dos intrigantes instrumentais do Radiohead, também uma autêntica construção espacial baseada na guitarra de Ed O’Brien. A canção faz a ponte em os dois lado sombrios de Kid A (2000). A banda só veio a tocar a canção ao vivo ano passado, em Nimes na França.
.Black Star
Mesmo num disco baseado em guitarras, a poesia de Thom Yorke já tocava nos limites da galáxia nessa bela canção de The Bends (1995). Com uma das mais belas melodias da discografia, Thom culpa a “Estrela Negra” pelas razões que só sua poética poderia olhar. “Blame it on the black star/Blame it on the falling sky/Blame it on the satellite that beams me home
.Where i End and You Begin (The Sky Is Falling In)
Se Thom Yorke parece por vezes estar num estado de letargia em Hail To The Thief (2003), algumas canções promovem movimentos que dão a sensação de asas. Coloque o cinto ou simplesmente deixe-se levar pelo Ondas Martenot comandado por Jonny Greenwood e flutue nas reverberações de Thom, um anjo? uma casa se espatifando no mar?, a poesia pode ter mil interpretações. Essa é uma das mais poderosas canções da discografia, alienígena até o último suspiro.
.Go Slowly
A letra de Thom Yorke definitivamente não fala do universo, nem de aliens, mas não precisava, basta ouvir as primeiras partículas de segundos dessa obra de arte, B-sides do disco In Rainbows (2007), para perceber que aqui a gravidade só existe no imaginário. Yorke e os Radiohead estão distantes, muito distantes.














